Professores, funcionários e especialistas aprovaram na sexta-feira (23) a pauta de reivindicações para a campanha salarial 2016. Durante assembleia geral, na praça José Bonifácio, em frente à sede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (SINDIUTE), profissionais filiados defenderam os direitos da categoria.
O documento apresentado pela diretoria da entidade propôs melhorias e/ou reajustes nos mais diversos segmentos da educação. Não foram identificados votos contrários ou abstenções à pauta de reivindicações financeiras, de professores, especialistas, (supervisores, orientadores educacionais, técnicos e coordenadores) e funcionários de escolas, pauta relativa a direitos, às condições de trabalho, ao IPM e à democratização das unidades escolares. Quanto ao financiamento da educação em Fortaleza, a proposta é que sejam destinados 75% dos royalties do Pré-sal à Capital.
Segundo a presidente do SINDIUTE, professora Ana Cristina, não é justo que a classe trabalhadora seja sacrificada com a retirada de direitos. “Nós não vamos pagar conta de crise nenhuma. Nem a conta do governo federal e nem a do prefeito, porque na época que o país estava bem, não dividiram o lucro com a categoria”, completou.
A categoria deliberou ainda a programação do calendário de lutas, que inclui zonais de mobilização nas seis regionais. Devem ser realizados também atos em defesa da educação pública de qualidade em frente à Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF) no dia 11 de novembro, às 9h, onde será entregue a pauta ao prefeito e no dia 3 de dezembro, na Secretaria Municipal de Educação (SME), às 16h.
Na ocasião, também foi realizada outra assembleia. Conforme convocação pública divulgada no jornal Diário do Nordeste e no Diário Oficial da União, assim como na Rádio Web no site da entidade, a base discutiu a criação de um novo sindicato, o estatuto e elegeu a diretoria provisória para o mandato que encerra-se dia 31 de dezembro de 2016. A medida é uma resposta aos ataques das entidades – APEOC e Sindfort, que alegam na justiça que o SINDIUTE não representa a categoria e ameaça a liberdade e autonomia sindical. “Nós lamentamos o fato de alguns sindicatos que deveriam cuidar da sua base, da sua estrutura, das suas reivindicações, que deveriam somar com os professores estejam questionando a liberdade e autonomia dos professores, funcionários e especialistas no que diz respeito a sua organização sindical”, disse a secretária de finanças, professora Gardênia Baima.
Aberta para votação, a proposta teve em sua totalidade posição favorável. Ao final da assembleia, a presidente do SINDIUTE, Ana Cristina, comunicou oficialmente a fundação do SINDICATO DOS PROFESSORES DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA.
Redação: Felipe Mesquita / TEIA DIGITAL



