Quase cinquenta professores e funcionários de escolas filiados ao Sindiute participam do ato em defesa da democracia, da educação pública e dos direitos dos trabalhadores em educação, organizado pela CNTE. O ato acontece em frente ao Ministério da Educação (MEC), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A estimativa da organização do evento é que cerca de 2000 pessoas estavam concentradas no local no fim da manhã.
“A ideia é que o Brasil inteiro aqui representado possa dizer à nação que nós vamos manter a resistência, a luta em defesa da aposentadoria especial que está ameaçada pelo congresso nacional”, avalia Gardênia Baima, secretária de finanças do Sindiute.
Segundo o presidente da Conferência Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, a manifestação é uma forma de repúdio à política adotada pelo presidente em exercício Michel Temer. “O Estado brasileiro vai acabar com a educação pública, com a saúde, e vai entregar tudo isso nas mãos do capital interesseiro e que não tem nenhuma preocupação social”. Para Leão, o governo interino de Temer representa ainda uma ameaça ao Plano Nacional de Educação. “Do ponto de vista profissional, destrói todo o PNE e a possibilidade de valorização que ali está contida”.
Os manifestantes protestam também contra a Proposta de Emenda à Constituição 241, enviada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A PEC limita o aumento do gasto público à variação da inflação oficial do ano anterior. “Desmonta o Estado brasileiro e, por consequência, todo serviço público necessário com qualidade, como a educação, porque acaba com a vinculação de recursos para educação. A PEC impede o cumprimento de metas do Plano Nacional de Educação”, conclui Leão.
Redação: TEIA DIGITAL
Foto: José Vital/TEIA DIGITAL



