Contra tirania tucana, estudantes resistem

02/12/15 | Lutas no Brasil

225 escolas ocupadas por estudantes em todo o Estado, em dia que governo Alckmin usa “pais falsos” e PM para tentar intimidar movimento

O Ministério Público Estadual informou, no meio da tarde desta terça-feira, 1º de dezembro, que entrou com uma ação para tentar suspender a “reorganização” do ensino pretendida pelo governador tucano Geraldo Alckmin. Na prática, significaria o fechamento de 94 escolas em todo o Estado e remoção dos estudantes para unidades mais distantes de suas casas.

A ação do MP refere-se à região de Presidente Prudente, mas, caso siga adiante, pode servir para a suspensão do projeto como um todo.

Enquanto isso, cresce a resistência social contra o projeto do PSDB. Estudantes permanecem ocupando 225 escolas, apesar de o governo estadual ter declarado, literalmente, “guerra ao movimento”.

Relatos de sites independentes, como o Jornalistas Livres, informam que até mesmo “pais” falsos – pessoas que não têm filhos nas escolas ocupadas – foram às unidades para facilitar e justificar a presença da PM no interior das escolas ocupadas. Decisão da Justiça estadual, semana passada, proibiu o uso da polícia na questão as escolas ocupadas, tendo como parâmetro o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Porém, com o estratagema de falsos pais e mães, o governo tucano está burlando a Justiça.

Uma equipe de jornalismo da CUT está em campo nesta terça-feira, acompanhando o movimento dos estudantes e educadores contra o fechamento das escolas. Dirigentes sindicais da CUT São Paulo, também. Ao final do dia, teremos mais informações.

 

Douglas Izzo, professor e presidente da CUT-SP, em defesa de escola ocupada

Fonte: CUT Brasil
Foto: Vanessa Ramos

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