DF: Trabalhadores em Educação analisam proposta e mantêm greve

05/11/15 | Lutas no Brasil

É a primeira vez em 20 dias de paralisação que o Governo do Distrito Federal (GDF) acena com alguma proposta

Em greve desde o dia 15 de outubro, professores(as) e orientadores(as) educacionais e servidores (as) da carreira Assistência à Educação, reunidos em assembleias separadas nesta quarta-feira (4), decidiram pela continuidade da greve.

Os professores vão manter o movimento paredista até a análise da proposta do governo Rollemberg – feita ao Sinpro no dia anterior à tarde – em assembleias regionais que acontecem já nesta quinta-feira.

É a primeira vez em 20 dias de paralisação que o Governo do Distrito Federal (GDF) acena com alguma proposta.

De acordo com dirigentes do Sinpro-DF e do Comando de Greve, o documento do GDF contém 18 itens, que avançam na direção das reivindicações da categoria no que se refere aos aspectos administrativos e pedagógicos, como a garantia de que não haverá modificação na jornada ampliada de trabalho e que vai pagar os auxílios transporte e alimentação para os temporários. Outro ponto importante é que assegura a gestão nas escolas “nos termos da legislação vigente”, assim como a retomada do pagamento de licenças-prêmio transformadas em pecúnia.

Porém, a principal questão – a que levou a categoria à greve – continua em impasse. O GDF não apresentou nada de novo com relação ao pagamento do reajuste previsto no Plano de Carreira (Lei 5.105/2013), ou seja, mantém a previsão para outubro de 2016, sem retroativo.

“Esse é o momento de avançar na greve. Nós não aceitamos calote. Por isso, vamos insistir na construção desta greve para que os nossos direitos sejam respeitados conforme determina a lei, que está vigente”, enfatizaram diretores do Sindicato e integrantes do Comando de Greve.

Para o secretário geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, o governador deve descer do palanque de candidato e passar a governar de verdade, “apresentando soluções para as demandas do Magistério e de outras categorias em greve”.

Presente à assembleia, o dirigente do Sindicato dos Rodoviários e secretário de Comunicação da Central, Marcos Junio Duarte Nouzinho, destacou que os rodoviários estão solidários “na prática” com os educadores. “Se Rollemberg não sair da toca, os rodoviários vão agir”, advertiu.

Nova assembleia geral da categoria está marcada para a segunda-feira (11), às 9h, na Praça do Buriti. Até lá, o Comando de Greve preparou uma série de atividades. Confira:

Atenção para o calendário de mobilização e luta:

Quinta-feira (5/11)

Manhã – Assembleias regionais. Logo após, haverá carreata nas cidades

Tarde – Doação de sangue no Hemocentro (o horário correto será divulgado em breve)

19h – Lançamento da Frente Brasil Popular, no auditório do Sindsep-DF (SBS – Quadra1 – Bloco K – Edifício Seguradoras)

Sexta-feira (6/11)

Manhã – 9h – Audiência Pública na Comissão de Direitos Humanos, no Congresso Nacional

Tarde – 16h – Ato Cultural Unificado, na Rodoviária do Plano Piloto

Servidores e servidoras da Carreira Assistência à Educação, reunidos em assembleia nesta quarta-feira (4), não aceita proposta entregue pelo GDF ao sindicato e decide pela continuidade da greve.

Assistência à Educação

Servidores e servidoras da carreira Assistência à Educação, por sua vez, não aceitaram proposta entregue pelo GDF ao sindicato (SAE) e também decidiram pela continuidade da paralisação dos serviços nas escolas públicas.

A proposta apresentou alguns avanços como o pagamento da conversão da Licença-Prêmio a partir dezembro deste ano até março do ano que vem, a criação de grupos de trabalho destinados à discussão da futura reestruturação da carreira e da assistência à saúde dos servidores e servidoras, a realização de concursos públicos parta o suprimento de carências da carreira, a ocupação de cargos de natureza técnico-administrativa exclusivamente por integrantes da nossa carreira, entre outros.

No entanto, com relação a outros pontos determinantes da greve, a posição do governo não mudou, razão por que, a decisão foi pela continuidade do movimento.

Portanto, a greve continua.

Fonte: CUT BRASIL

Foto: Sinpro

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