Sindiute denuncia golpe nos servidores: Reforma Administrativa disfarçada chega à Câmara em regime de urgência

24/09/25 | Destaque 1

A tarde desta quarta-feira (24) foi marcada por grande mobilização na Câmara Municipal de Fortaleza, onde professores da rede pública ocuparam o plenário em protesto contra o projeto de lei de ajuste fiscal enviado em regime de urgência pelo prefeito Evandro Leitão. O texto, que chegou de forma repentina, acendeu o alerta da categoria e do Sindicato União dos Trabalhadores em Educação do Município de Fortaleza (Sindiute), que denunciam a gravidade da proposta. Para o sindicato, trata-se de uma “Reforma Administrativa antes da reforma”, um mecanismo que retira direitos e enfraquece o serviço público municipal.

De acordo com a mensagem enviada pelo Executivo, o projeto estabelece restrições automáticas quando os gastos correntes ultrapassarem 85% da receita do município. Isso inclui a proibição de reajustes salariais, criação de cargos, realização de concursos e ampliação de benefícios aos servidores. Na prática, a medida representa congelamento de direitos, ataque à valorização profissional e imposição de uma política de arrocho fiscal, que recai diretamente sobre os trabalhadores da educação e demais servidores municipais.

O Sindiute também critica a falta de transparência e diálogo da gestão. Apesar de realizar reuniões semanais com a Secretaria Municipal de Educação (SME) e manter interlocução com vereadores, em nenhum momento o sindicato foi informado sobre a tramitação do projeto. A manobra de enviar a proposta em regime de urgência, sem debate prévio com a categoria, foi classificada como um ato autoritário e um desrespeito com os profissionais que sustentam a educação pública da cidade.

Para a presidenta do Sindiute, Ana Cristina Guilherme, a presença maciça de professores na Câmara mostra que a categoria não aceitará retrocessos: “Estamos aqui para exigir respeito e defender nossos direitos. Esse projeto é um golpe contra os trabalhadores e contra a população, porque desmonta o serviço público por dentro. Não aceitaremos que a conta da crise seja jogada sobre os servidores”. O sindicato reforça que seguirá mobilizado para barrar a proposta e conclama a sociedade fortalezense a se somar nessa luta em defesa da educação e da democracia.

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