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09 janeiro 2018

Lula é inocente, mostra campanha lançada nesta segunda (8)

​Cadê a prova?, é o slogan da campanha lançada pelas entidades sindicais e do movimento social. Objetivo é esclarecer à opinião pública que Lula é inocente e que sua condenação faz parte do golpe.

Foi lançada nesta segunda-feira (8), em São Paulo, a campanha “Cadê a prova?” para mostrar que, mesmo provando sua inocência, Lula foi condenado pelo juiz da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, Sergio Moro, no caso do tríplex do Guarujá que pertence à empreiteira OAS.

Apesar da falta de embasamento jurídico, quando o caso chegou ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, onde no próximo dia 24 será julgado o recurso do ex-presidente contra a decisão do juiz do Paraná, o presidente do tribunal, Carlos Eduardo Thompson Flores, antes mesmo de ler, deu entrevistas elogiando os termos da sentença de seu colega.

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São as inconsistências do processo e o uso político da Justiça que a campanha – com peças como banners, vídeos e cartazes divulgados em redes sociais – vai mostrar para a população que a condenação de Lula não tem qualquer fundamento jurídico.

“Todo o processo foi político e midiático, para impedir que o ex-presidente seja candidato e eleito, como mostram todas as pesquisas de intenção de votos feitas até agora”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas.

As peças publicitárias alertam, entre outras coisas: “Disseram que o tríplex era de Lula. O documento da Caixa diz o contrário”, “Condenação sem prova é injustiça. Eleição sem Lula é fraude”, “Condenar Lula? Cadê a prova?”

A campanha foi aprovada por representantes da CUT, CTB, Força Sindical, NCST, UGT, Intersindical e de movimentos sociais, como MTST e Marcha Mundial das Mulheres, em reunião realizada nesta segunda-feira (8), na sede da CUT.

Os sindicalistas e representantes de organizações sociais reafirmaram seu apoio ao ex-presidente, em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato na eleição de outubro e debateram uma agenda de mobilização com manifestações em todo o país até o dia 24.

Na capital gaúcha, milhares de pessoas são esperadas para uma grande vigília, que começará no dia 23 e ocupará as ruas até o desfecho do julgamento, cujo início está marcado para as 8h30 do dia 24. Em São Paulo, estão programadas vígilia que começa na noite do dia 23 e um grande ato político, às 18h do dia 24, na Avenida Paulista, com a presença do ex-presidente Lula, que será recebido pela militância.

“O julgamento do ex-presidente é uma fraude e sua condenação é parte do golpe contra a democracia e os direitos dos trabalhadores no Brasil”, destacou o secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre.

“Impedir a candidatura de Lula representa a condenação do povo brasileiro e vai aprofundar ainda mais a retirada de direitos, com a reforma da Previdência que quer acabar com a aposentadoria, o desmonte da legislação trabalhista e da soberania nacional, com as privatizações”, disse o dirigente.

O secretário-Geral da CUT informou que na reunião foi aprovada também a criação imediata do Comitê Nacional Sindical e Popular em defesa de Lula: “O principal objetivo do Comitê e desta campanha publicitária é o de conscientizar a população de que não há uma prova sequer contra o ex-presidente. É deixar claro que ele é principal vítima de um ataque sórdido que, neste momento, tem à frente o Judiciário e a mídia, atendendo os interesses da elite financeira e dos partidos que tomaram de assalto o poder no Brasil”.

O vice-presidente nacional do PT, Alexandre Padilha, que também participou da reunião, disse que, em todo o país estão sendo organizados atos em defesa de Lula e da democracia.

“Até o dia 24, vamos intensificar a mobilização em todo o Brasil, porque defender Lula é defender a democracia. E esta campanha vai contribuir para esta mobilização”, afirmou Padilha, se referindo ao “Cadê as provas?”.

Em suas intervenções durante a reunião, os dirigentes ressaltaram a falta de legitimidade do processo na 13ª Vara Federal de Curitiba e da condenação imposta ao ex-presidente no caso do apartamento tríplex no Guarujá (SP).

Eles lembraram que as 87 testemunhas arroladas no processo conduzido por Moro inocentaram Lula e que a rapidez com que o TRF-4 marcou o julgamento em segunda instância mostra claramente que o objetivo é impedir a candidatura do ex-presidente.

Os participantes da reunião recordaram ainda que o golpe contra a candidatura do ex-presidente fica mais evidente ainda quando se constata que o TRF-4 colocou o julgamento de Lula à frente de outros sete processos com datas anteriores.

Confira, a seguir, as declarações dos representantes das demais centrais e dos movimentos sociais:

“O que está em debate é a defesa da democracia. Por isso, temos de intensificar a mobilização” – Antonio Carlos Cordeiro (Intersindical)

“A defesa de Lula não anula as outras pré-candidaturas progressistas à Presidência. É a defesa da legitimidade de o povo escolher nas urnas o seu candidato” – Ronaldo Leite (CTB)

“A Força Sindical estará ao lado dos trabalhadores nas manifestações. Eleição sem Lula é fraude” – Sérgio Luiz Leite (Força Sindical)

“Defender Lula é defender a classe trabalhadora, porque a classe patronal quer nos esmagar” – Luiz Gonçalves (NCST)

“O golpe se consolida se o nome de Lula não estiver na cédula eleitoral” – Mauro Ramos (UGT)

“Defender o direito de Lula ser candidato é defender os movimentos sociais e os trabalhadores em sua luta contra o ataque a seus direitos” – Vera Machado (Marcha Mundial de Mulheres)

“Quem decide quem será candidato é a urna, é o eleitor, e não Sérgio Moro ou o TRF-4” – Gabriel Simeone (MTST)

Fonte: CUT
Foto:  Divulgação


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